Uma semana em chamas: o Corinthians entre o Maracanã, Itaquera e a beira do abismo
Há semanas que parecem durar anos na vida de um torcedor corinthiano, mas o que o Alvinegros viveu nestes últimos sete dias beira o teste cardíaco obrigatório.
O roteiro de 2026 decidiu castigar o clube com crueldade em doses duplas — e consecutivas.
Tudo começou no último domingo, no Maracanã. O timesegurava um resultado importante fora de casa, lutava centímetro a centímetro, mas viu a defesa desabar e o golpe fatal vir nos minutos finais da partida.
Aquela derrota dolorosa para o Flamengo serviu como o primeiro aviso de que a semana seria longa e de respiração pesada.
Mas o pior, infelizmente, estava guardado para quarta-feira.
Na Neo Química Arena lotada, a atmosfera de decisão contra o Estudiantes pela Libertadores carregava o peso de salvar o semestre.
O que se viu, no entanto, foi o eco do drama: a eliminação consumada nos minutos finais, com direito a gol sofrido na reta derradeira e a penalidade desperdiçada que virou o epitáfio da campanha continental.
Sem tempo para chorar o leite derramado, a fatura chegou pesada para o comando técnico. Fernando Diniz vê o seu cargo na corda bamba como nunca antes.
A paciência da diretoria e da Fiel esgotou-se na mesma velocidade que o time perdeu seus objetivos de mata-mata.
Neste domingo, contra o Fluminense, a Neo Química Arena não receberá apenas um jogo do Brasileirão. Receberá um tribunal a céu aberto.
Ou o Corinthians encontra forças no caos para reagir, ou a passagem de Diniz pelo Parque São Jorge terá fim antes mesmo que o vento mude.

Comentários
Postar um comentário